Gustavo Morceli, CEO PETE e Fundador Hexa Smart, atua em um momento em que a tecnologia redefine a forma de ensinar, aprender e compreender o mundo. A integração entre robótica, inteligência artificial e soluções sustentáveis tem transformado a escola em um espaço de experimentação, onde o conhecimento deixa de ser apenas teórico e passa a ser aplicado em projetos reais.
Dentro desse cenário, surgem novas possibilidades para a educação, que passam pela robótica educacional, pelo uso estratégico da tecnologia no ensino, pelas soluções de climatech e pela construção de uma cultura de inovação. Ao longo deste artigo, esses temas serão analisados de forma integrada, destacando como podem contribuir para a formação de estudantes mais preparados para os desafios contemporâneos.
Como a robótica educacional desenvolve protagonismo e pensamento crítico?
A robótica educacional tem se consolidado como uma das principais ferramentas para estimular o protagonismo estudantil. Em vez de apenas consumir conteúdo, o aluno passa a criar, testar e ajustar soluções, desenvolvendo autonomia intelectual. Esse processo favorece a aprendizagem ativa, pois conecta teoria e prática de maneira concreta e significativa.
Na visão de Gustavo Morceli, a robótica não é apenas uma disciplina técnica, mas um ambiente de experimentação onde os estudantes aprendem a resolver problemas reais. Quando o aluno programa um robô ou monta um protótipo, ele exercita raciocínio lógico, criatividade e colaboração, competências essenciais para qualquer área profissional. Além disso, a robótica contribui para reduzir a distância entre escola e mercado de trabalho.
De que forma a tecnologia transforma o processo de aprendizagem?
Gustavo Morceli, observa que a presença crescente de recursos digitais nas salas de aula altera a dinâmica tradicional de ensino. Plataformas adaptativas, inteligência artificial e ambientes virtuais de aprendizagem permitem que cada estudante siga um ritmo mais adequado às suas necessidades. Dessa forma, o ensino torna-se mais personalizado e eficiente.
A tecnologia educacional deve ser vista como um meio para ampliar possibilidades pedagógicas, e não apenas como um recurso de modernização estética. Quando bem aplicada, ela contribui para a construção de experiências de aprendizagem mais interativas, relevantes e conectadas ao cotidiano dos alunos. Nesse contexto, metodologias ativas ganham destaque, pois utilizam a tecnologia como ferramenta para investigação, criação e resolução de problemas.

Por que a climatech se tornou um tema estratégico para a educação?
As mudanças climáticas deixaram de ser um assunto distante para se tornarem parte da realidade cotidiana de cidades e comunidades. Eventos extremos, variações de temperatura e impactos ambientais reforçam a necessidade de formar cidadãos mais conscientes e preparados para lidar com esses desafios.
Conforme analisa Gustavo Morceli, a climatech surge como um campo estratégico, pois une tecnologia e sustentabilidade em soluções práticas. Sensores, plataformas de monitoramento e sistemas inteligentes permitem acompanhar dados ambientais em tempo real, transformando informações técnicas em conhecimento acessível para estudantes e gestores.
Qual é o papel da cultura de inovação na formação de novas lideranças?
A cultura de inovação não se constrói apenas com equipamentos ou softwares, mas principalmente com mentalidade e visão estratégica. Segundo destaca Gustavo Morceli, instituições que incentivam experimentação, criatividade e colaboração tendem a formar estudantes mais preparados para ambientes dinâmicos e incertos.
Nesse sentido, a liderança baseada em inovação estimula a criação de projetos interdisciplinares, parcerias com o setor tecnológico e soluções que conectam a escola ao mundo real. Como consequência, estudantes passam a enxergar o conhecimento como ferramenta de transformação, enquanto as instituições fortalecem sua capacidade de adaptação. Assim, robótica, tecnologia educacional e climatech deixam de ser tendências isoladas e passam a compor uma estratégia integrada de formação para o futuro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez