O Brasil abriu 165.827 empregos formais em agosto de 2026, segundo os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de setembro. O resultado considera 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos registrados no mês.
Com o saldo positivo de agosto, o estoque de vínculos formais no país chegou a 48.244.696 empregos. No acumulado entre janeiro e agosto, foram criadas 1.134.033 vagas com carteira assinada, o que representa crescimento de 2,41% no emprego formal em 2026.
Serviços lideram a geração de vagas no ano
O setor de Serviços foi o principal responsável pela abertura de postos no acumulado de 2026, com 697.859 vagas formais até agosto. A Construção aparece na sequência, com 200.431 empregos criados, enquanto a Indústria registrou saldo de 170.442 postos no período.
Os números mostram a contribuição de diferentes segmentos para o avanço do mercado de trabalho formal. O resultado anual, porém, é um retrato dos vínculos registrados no sistema do Novo Caged e não representa, sozinho, todos os trabalhadores ocupados ou desempregados no país.
São Paulo concentra maior saldo entre os estados
Na distribuição regional, São Paulo apresentou o maior saldo absoluto em agosto, com 42.533 novos postos de trabalho. O estado foi seguido pelo Rio de Janeiro, que registrou 20.886 vagas, e por Pernambuco, com 13.428 empregos formais criados no mês.
São Paulo também lidera o acumulado do ano. De janeiro a agosto, o estado abriu 306.883 vagas formais, mantendo a maior contribuição entre as unidades da Federação no resultado nacional. Os dados permitem observar a dimensão regional da geração de empregos sem alterar o caráter nacional do levantamento.
Saldo positivo para homens e mulheres
O balanço de agosto foi positivo para homens e mulheres. Entre os trabalhadores do sexo masculino, o saldo chegou a 81.838 vagas. Para as mulheres, foram registrados 83.989 novos postos de trabalho no mês.
O recorte por idade indica que pessoas com até 24 anos responderam por 128.997 novos empregos formais em agosto. Já entre os trabalhadores com ensino médio completo, o saldo positivo alcançou 100.939 vagas.
Esses dados ajudam a identificar quais grupos tiveram maior participação no resultado mensal, mas não significam que todas as contratações realizadas no período tenham ocorrido exclusivamente nesses perfis. O Novo Caged organiza as informações a partir dos registros de admissões e desligamentos informados pelos empregadores.
O que o Novo Caged mede?
O Novo Caged acompanha a movimentação do emprego formal no Brasil. O indicador é calculado a partir dos vínculos registrados por empresas, considerando as admissões e os desligamentos informados ao sistema. Por isso, o saldo mensal resulta da diferença entre o número de contratações e o de demissões.
A taxa de desemprego, por sua vez, é outro indicador e é calculada pela PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ela considera a situação das pessoas no mercado de trabalho a partir de uma pesquisa domiciliar. Assim, os dois dados cumprem funções diferentes e devem ser analisados em conjunto quando o objetivo é compreender o cenário do emprego no país.
Resultado amplia estoque de empregos formais
O desempenho de agosto contribuiu para que o estoque de vínculos formais alcançasse 48.244.696 empregos no Brasil. O acumulado de 1.134.033 vagas entre janeiro e agosto reforça o peso dos Serviços, da Construção e da Indústria na expansão registrada em 2026.
Os dados completos do mês estão disponíveis na página de estatísticas do Novo Caged, que reúne os arquivos e o sumário executivo do levantamento. A divulgação oficial permite consultar os recortes por setor, estado e perfil dos trabalhadores.