O calendário eleitoral do TSE já está em fase decisiva. Candidaturas serão formalizadas a partir de julho, e quem não transferiu título perdeu o prazo.
Outubro parece distante, mas o processo que definirá quem vai governar o Brasil pelos próximos quatro anos já está em marcha. Junho é um mês de definições silenciosas no calendário eleitoral: fundos de campanha foram liberados, restrições à publicidade governamental entraram em vigor e, no dia 16, o Tribunal Superior Eleitoral estava obrigado a divulgar o montante total disponível no Fundo Especial de Financiamento de Campanha para os partidos (TSE). Para o eleitor comum, esses movimentos passam despercebidos, mas são eles que moldam o terreno da disputa que vem aí.
A eleição de 4 de outubro de 2026 será uma das mais completas em número de decisões simultâneas: presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, tudo de uma vez na mesma urna eletrônica, com mais de 150 milhões de eleitores aptos a votar (TSE).
O que ainda pode ser feito e o que já ficou para trás
Para quem pretendia transferir o título eleitoral para votar em outra cidade, o prazo já encerrou em 6 de maio. O cadastro eleitoral ficou fechado para novos pedidos a partir do dia 7 do mesmo mês. Quem perdeu essa janela terá de votar no domicílio eleitoral atual, mesmo que tenha mudado de cidade (TSE).
Por outro lado, o período mais movimentado do processo ainda está por vir. De 20 de julho a 5 de agosto, os partidos realizarão suas convenções para formalizar coligações e escolher os candidatos. Até 15 de agosto, os pedidos de registro de candidatura devem ser entregues à Justiça Eleitoral. No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. O horário gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto (TSE).
Para o eleitor de Suzano que acompanha o cenário nacional, o quadro de candidatos à presidência já começa a se desenhar. Eduardo Leite, do PSD, oficializou sua pré-candidatura em março de 2026 (G1). No campo conservador, Flávio Bolsonaro é apontado como o nome preferido pelo pai, Jair Bolsonaro, condenado e inelegível (Wikipedia). Os pré-candidatos já podem realizar campanhas de financiamento coletivo desde 15 de maio, desde que não façam pedido explícito de voto (TSE).
Como os recursos de campanha são distribuídos
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, é distribuído entre os partidos com base em critérios que incluem desempenho eleitoral anterior e representação no Congresso, o que tende a favorecer as legendas já estabelecidas. A União estava obrigada a disponibilizar os recursos ao TSE até 1o de junho, e o tribunal tinha até o dia 16 do mesmo mês para divulgar o montante total a ser distribuído (TRE Pará).
Desde 1o de janeiro de 2026, a Administração Pública está proibida de distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios até 31 de dezembro, com exceções apenas para calamidades públicas ou programas sociais já previstos em lei (TSE). Essa restrição é uma das salvaguardas do calendário eleitoral para evitar que o poder público seja usado para influenciar eleições.
Como acompanhar as convenções e escolher melhor
Para quem mora em Suzano e pretende acompanhar a disputa local, o momento certo para começar a pesquisar candidatos é justamente durante as convenções, de 20 de julho a 5 de agosto. É nessa fase, muitas vezes pouco noticiada pela imprensa nacional, que os partidos definem quem de fato vai disputar cada cargo, e onde as composições políticas locais se revelam com mais clareza.
Pesquisas eleitorais divulgadas a partir de 1o de janeiro de 2026 precisam ser registradas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais do TSE até cinco dias antes da publicação, o que permite ao eleitor verificar a metodologia e o financiador de cada levantamento antes de tirar conclusões (TSE). Consultar o portal do TSE é o caminho mais seguro para separar informação verificada de boato eleitoral.
Fontes: TSE | TRE Pará | Wikipedia: Eleição presidencial 2026
Autor: Diego Rodríguez Velázquez