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Tecnologia

“Verdade na Rede” leva educação digital e segurança na internet a estudantes de Suzano

Hannah Evermere
Hannah Evermere Publicado setembro 2, 2026
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Projeto trabalha cidadania digital, comportamento nas redes sociais, respeito no ambiente virtual e uso consciente da internet com alunos do 4º ano da rede municipal de Suzano

A educação digital ganhou espaço nas salas de aula de Suzano com mais uma atividade do projeto “Verdade na Rede”, iniciativa voltada à preparação de crianças para os desafios encontrados diariamente na internet. A nova ação foi realizada na terça-feira, 1º de setembro de 2026, com estudantes do 4º ano da Escola Municipal Professora Nizilda Alves de Godoy, localizada no bairro Fazenda Aya, e ganhou repercussão no noticiário local neste início de setembro. O encontro abordou cidadania, respeito no ambiente virtual e responsabilidade durante a utilização de redes sociais, aplicativos e outras ferramentas digitais, aproximando temas normalmente associados ao universo tecnológico da realidade dos estudantes.

A atividade foi conduzida por Larissa Ashiuchi, profissional formada em Sistemas de Informação e especializada em Mídias Digitais. A proposta foi apresentar aos estudantes situações que fazem parte da rotina de quem utiliza a internet e mostrar que o comportamento adotado no ambiente virtual também produz consequências no mundo real. Em vez de trabalhar somente conceitos técnicos, o encontro procurou desenvolver senso crítico e responsabilidade, abordando a maneira como crianças e adolescentes interagem com outras pessoas e consomem informações por meio de dispositivos conectados.

O projeto “Verdade na Rede” foi criado justamente para preparar estudantes para um cenário em que o contato com a tecnologia começa cada vez mais cedo. Smartphones, plataformas de vídeo, jogos on-line, aplicativos de mensagens e redes sociais fazem parte do cotidiano de muitas famílias, o que aumenta a importância de ensinar desde os primeiros anos escolares princípios relacionados à segurança, privacidade, respeito e avaliação das informações encontradas na internet.

Cidadania digital entra na sala de aula

Um dos principais conceitos trabalhados pelo projeto é o de cidadania digital. A ideia parte do princípio de que os direitos, deveres e responsabilidades existentes nas relações presenciais também precisam ser considerados quando a interação ocorre por meio da internet. Comentários, mensagens, fotografias e vídeos compartilhados em plataformas digitais podem alcançar muitas pessoas e permanecer disponíveis por períodos prolongados, tornando necessário compreender as consequências de cada publicação.

Para crianças que estão começando a utilizar essas ferramentas com maior frequência, esse aprendizado pode ajudar a desenvolver hábitos mais seguros antes que problemas apareçam. Pensar antes de publicar, respeitar outras pessoas, não compartilhar conteúdos ofensivos e procurar ajuda de adultos diante de situações suspeitas são comportamentos que podem ser estimulados desde os primeiros contatos com o ambiente digital.

A formação também contribui para mostrar que a internet não deve ser entendida como um espaço separado da vida cotidiana. Uma agressão realizada por meio de uma mensagem, por exemplo, pode provocar impactos reais sobre outra pessoa. Da mesma maneira, informações pessoais divulgadas sem cuidado podem ser utilizadas fora do contexto inicialmente imaginado pelo usuário.

Ao levar essas discussões para estudantes do ensino fundamental, o projeto procura transformar conceitos abstratos em situações próximas da rotina das crianças. A educação digital passa, assim, a funcionar como uma preparação para o uso responsável das ferramentas que acompanharão esses estudantes durante grande parte de suas vidas.

Segurança na internet exige atenção desde cedo

A segurança digital também ocupa espaço importante dentro da iniciativa. Crianças conectadas podem entrar em contato com desconhecidos, conteúdos inadequados, tentativas de fraude e diferentes formas de manipulação. Por isso, compreender que nem todas as pessoas ou informações encontradas na internet são confiáveis é uma habilidade cada vez mais importante.

Atividades anteriores do “Verdade na Rede” já abordaram cuidados no contato com desconhecidos e maneiras de identificar conteúdos suspeitos. O projeto também apresentou aos alunos conceitos relacionados às notícias falsas e à necessidade de verificar informações antes de acreditar ou compartilhar determinado conteúdo.

Esse tipo de conhecimento ganhou ainda mais importância com o avanço das ferramentas capazes de produzir imagens, áudios e vídeos artificialmente. Tecnologias de inteligência artificial permitem criar materiais bastante convincentes, aumentando a dificuldade de distinguir conteúdos autênticos daqueles que foram manipulados.

Ensinar crianças a questionar a origem de uma informação, procurar fontes confiáveis e conversar com adultos quando houver dúvida pode funcionar como uma primeira camada de proteção. Em vez de tentar impedir completamente o contato com o ambiente digital, a proposta é desenvolver capacidade para utilizá-lo de maneira mais consciente.

Projeto também aborda fake news e conteúdos manipulados

O “Verdade na Rede” não começou com a atividade realizada em setembro. Durante agosto, os estudantes participaram de diferentes encontros destinados a ampliar o conhecimento sobre comunicação e funcionamento da internet. Entre os assuntos trabalhados estiveram produção jornalística, notícias falsas, diferenciação entre fatos e opiniões e identificação de conteúdos manipulados.

Em uma das etapas anteriores, os alunos participaram de uma dinâmica destinada a analisar manchetes e avaliar se as informações apresentadas eram verdadeiras ou falsas. O exercício procurou mostrar que títulos chamativos ou mensagens compartilhadas muitas vezes não apresentam informações confiáveis e precisam ser verificados antes de serem repassados.

Outro assunto abordado foi o fenômeno das deepfakes, conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial capazes de simular imagens, vídeos ou áudios. A popularização dessas ferramentas aumenta os desafios relacionados à alfabetização midiática porque uma fotografia ou gravação aparentemente convincente já não pode ser considerada automaticamente uma prova de que determinado acontecimento realmente ocorreu.

Para estudantes que crescerão em um ambiente cada vez mais influenciado pela inteligência artificial, aprender a reconhecer essas possibilidades pode se tornar uma competência tão importante quanto saber utilizar os próprios dispositivos digitais.

Tecnologia muda também os desafios da educação

A expansão da internet transformou profundamente o ambiente em que crianças e adolescentes aprendem e se relacionam. Se anteriormente grande parte das informações utilizadas nos trabalhos escolares vinha de livros e materiais previamente selecionados, atualmente os estudantes conseguem acessar uma quantidade praticamente ilimitada de conteúdos em poucos segundos.

Essa facilidade oferece enormes possibilidades educacionais, mas também exige novas competências. Encontrar uma informação não significa necessariamente encontrar uma informação correta. É preciso saber identificar autoria, comparar fontes, reconhecer conteúdos patrocinados ou manipulados e compreender quando uma publicação apresenta opinião em vez de fato.

A inteligência artificial adiciona uma nova camada a esse cenário. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens e vídeos estão cada vez mais acessíveis, fazendo com que a educação digital precise acompanhar rapidamente as transformações tecnológicas.

Projetos como o “Verdade na Rede” procuram justamente trabalhar essas habilidades antes que os estudantes cheguem à adolescência. Quanto mais cedo conceitos de segurança e responsabilidade forem apresentados, maior poderá ser a capacidade dos alunos de reconhecer riscos quando passarem a utilizar a internet de maneira mais independente.

Respeito no ambiente virtual ganha destaque

A atividade realizada no início de setembro também deu atenção especial ao respeito durante as interações digitais. A distância física proporcionada por uma tela pode fazer com que determinadas pessoas escrevam ou compartilhem conteúdos que provavelmente não apresentariam da mesma maneira em uma conversa presencial.

Para crianças e adolescentes, essa característica pode contribuir para conflitos, exposição indevida e situações de cyberbullying. Por isso, ensinar que as regras básicas de convivência continuam valendo no ambiente virtual é parte importante da formação para cidadania digital.

O projeto trabalha a ideia de que cada usuário possui responsabilidade pelo conteúdo que publica e compartilha. Uma mensagem enviada impulsivamente pode ser reproduzida por outras pessoas e permanecer circulando mesmo depois de apagada pelo autor original.

A reflexão sobre essas consequências ajuda a desenvolver uma relação menos impulsiva com as plataformas digitais. Antes de publicar ou encaminhar alguma coisa, os estudantes são incentivados a considerar se o conteúdo é verdadeiro, respeitoso e apropriado.

Alfabetização midiática se torna habilidade essencial

Outro eixo importante é a alfabetização midiática, expressão utilizada para definir a capacidade de compreender, analisar e avaliar criticamente informações recebidas por diferentes meios de comunicação. No ambiente digital, essa competência se torna particularmente relevante porque qualquer pessoa pode produzir e distribuir conteúdos para milhares de usuários.

As redes sociais também utilizam sistemas automatizados para selecionar o que aparece para cada usuário. Isso significa que duas pessoas podem receber conjuntos muito diferentes de informações mesmo utilizando a mesma plataforma, criando ambientes personalizados de consumo de conteúdo.

Para estudantes mais jovens, compreender todos esses mecanismos pode ser complexo. O primeiro passo, entretanto, é desenvolver uma postura crítica diante das informações recebidas: perguntar quem publicou, de onde veio o conteúdo e se outras fontes confiáveis apresentam a mesma informação.

Esse comportamento pode ajudar a reduzir a circulação de boatos e preparar os estudantes para lidar com um ambiente informacional cada vez mais complexo.

Projeto prepara crianças para um mundo cada vez mais conectado

O “Verdade na Rede” demonstra como a educação tecnológica está deixando de significar apenas ensinar crianças a operar computadores ou aplicativos. Saber utilizar um dispositivo é somente uma parte das competências necessárias para viver em uma sociedade profundamente conectada.

Segurança, privacidade, respeito, pensamento crítico e capacidade de reconhecer conteúdos manipulados passam a integrar esse conjunto de conhecimentos. Com inteligência artificial, redes sociais e plataformas digitais avançando rapidamente, a tendência é que essas habilidades ganhem ainda mais importância nos próximos anos.

A atividade realizada com estudantes do 4º ano em Suzano coloca justamente essas questões dentro da escola, criando um espaço no qual as crianças podem esclarecer dúvidas e compreender situações que já fazem parte de sua rotina digital.

Neste início de setembro de 2026, a nova etapa do “Verdade na Rede” reforça uma discussão que deverá acompanhar a educação por muitos anos: preparar estudantes não apenas para utilizar tecnologia, mas para compreender seus riscos, oportunidades e responsabilidades. Em uma internet onde informações verdadeiras, opiniões, publicidade e conteúdos produzidos por inteligência artificial circulam lado a lado, aprender a navegar com senso crítico tornou-se parte fundamental da própria formação para a cidadania.

Fontes: Diário de Suzano — “Verdade na Rede” aborda cidadania e respeito na internet · Rede Digital News — publicação de 02/09/2026 · Prefeitura de Suzano — informações sobre o projeto Verdade na Rede

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